Sérgio de Miranda ocupa atualmente o cargo de presidente em exercício da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio Grande do Sul (CTB-RS), sendo ainda tesoureiro da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado (Fetag-RS) e Secretário de Políticas Agrícolas e Agrária da CTB Nacional. 


Em recente passada por São Paulo, Sérgio de Miranda concedeu entrevista a CTB Nacional abordando três assassinatos relacionados a lideranças sindicais ocorridos, em agosto, no estado de Mato Grasso. 


Abaixo leia o texto na íntegra:


A CTB, em conversa com o Secretário de Políticas Agrícolas e Agrária da CTB Nacional, Sérgio de Miranda em São Paulo, comentou sobre os fatos ocorridos nos mês de agosto em especial na região de Mato Grosso com três assassinatos relacionados a lideranças sindicais, citou ferramentas que podem promover maior justiça e a diminuição ou mesmo impedir estas violências que ocorrem atualmente mais no Centro-oeste e Norte do Brasil.


Disse o Secretário, tenho muita preocupação que ainda no século 21, em um país que exerce a democracia como o nosso, ainda exista esse tipo de violência que ocorre principalmente no Centro-oeste e Norte do Brasil. Citado e lembrado na conversa que há 31 anos foi assassinada a sindicalista Margarida, e infelizmente o cenário não mudou muito, devido à questão das lutas dos trabalhadores atualmente resultarem em mortes e ameaças. Esses fatos não podem continuar, é necessário com urgência entrar na pauta principal do Governo o tema da reforma agrária, para que possamos obter melhoras no cenário ruralista do país, buscando mais proteção das lideranças e dos trabalhadores, consequentemente obter melhor distribuição igualitária sobre as terras.


Sobre os fatos ocorridos na região de Mato Grosso, infelizmente com assassinatos de sindicalistas e trabalhadores, Secretário Sérgio Miranda cita ferramentas para diminuir ou até mesmo impedir que esses fatos não mais aconteçam em terras brasileiras, como o avanço na legislação penal podendo ser uma alternativa, principalmente porque a violência praticada nos campos se deve muito a impunidade presente, e um dos fatores que mais interfere nesses movimentos sociais, e o judiciário que precisaria ser mais ágil nas ações e investigações em relação aos crimes que ocorrem nos campos brasileiros, lentidão nos processos judiciais e a impunidade estão impedindo que os líderes sindicais e os trabalhadores de adquirirem seus direitos sobre a terra.


Questionado sobre os fatos ocorridos em agosto e a possibilidade de enfraquecimento dos movimentos sociais e lutas nos campos, Sérgio Miranda não acredita que possa ocorrer diminuição nos movimentos e nem a participação dos manifestantes, possivelmente irá ocorrer um efeito contrário de muito mais participação dos trabalhadores, surgimento de mais lideranças, manifestos e pedidos junto ao Governo em prol de mais justiça, proteção dos integrantes e um incentivo maior aos trabalhadores rurais.


Fonte: CTB Nacional