O sol sequer havia nascido e antes das 5h de hoje (17), com uma temperatura congelante, iniciou com a marcha “luminosa” dos agricultores familiares no 8° Grito de Alerta Missões Fronteira Noroeste, tendo por lema Brasil – que País é esse?Após dois dias de debates no denominado Acampamento da Cidadania, no município de Entre Ijuís, no trevo de entroncamento da BR-285 com a ERS-344. Ali os agricultores receberam o reforço de centenas de caravanas de ônibus de municípios e mais de 7 mil pessoas se deslocaram a pé em direção a Santo Ângelo. A realização do Grito de Alerta é da FETAG e suas Regionais Sindicais Missões I, Missões II, Santa Rosa, Três Passos e Ijuí.

Após percorrerem cerca de 8km, chegaram ao Posto Nevoeiro. Logo depois, por volta das 9h30min, deixaram o Trevo do Carreteiro e partiram em direção à Catedral de Santo Ângelo. Mais uma hora de caminhada e estavam na igreja da cidade missioneira. Ali, a Comissão Estadual dos Jovens da FETAG (CEJTTR) promoveu uma mística nas escadarias, simbolizando que eles querem "enterrar" a corrupção para que a juventude possa formar um novo País para os brasileiros!

O próximo trajeto foi chegar ao centro da cidade, na Praça do “Brique”, como é conhecida, onde aconteceu uma Tribuna Livre, oportunidade para todos deixarem o seu recado. Um deles foi o Agnaldo Barcelos, coordenador da Macro Regional Sindical Fronteira, Missões e Noroeste da Regional Missões II, o qual destacou que o Grito superou todas as expectativas, tanto de público, como do próprio debate ocorrido lá no Acampamento da Cidadania, seja no que diz respeito à qualidade das discussões, bem como no engajamento das discussões de uma pauta tão importante, que trouxe à tona a situação que o País enfrenta, mas sem esquecer, é claro, as pautas do dia a dia da agricultura familiar.

Agnaldo espera que o debate aqui realizado seja multiplicado nos mais diversos espaços da região e do próprio Estado para que mais pessoas se somem à luta. “Agradecemos a todos que estiveram em Santo Ângelo e, mais uma vez, demostraram a garra, a organização e a luta do movimento sindical liderado pela FETAG”, enfatizou.

Entre as bandeiras de luta do 8° Grito de Alerta destacam-se os impostos e a contrapartida dos serviços de baixa qualidade; o pagamento sob o consumo e não renda; a corrupção e seus impactos para o Brasil; o foro privilegiado, em que menos de 1% das denúncias contra autoridades chegam a ser concluídas; o auxílio-moradia de autoridades e o custo à Nação em comparação ao salário-mínimo, que teve um reajuste de apenas 1,81%; a PEC dos gastos públicos, entre outros.

Fonte: Assessoria de Imprensa Fetag-RS