Na manhã e início da tarde desta quarta-feira (6), no auditório da Fecosul, acontece o 8º Encontro da Mulher Trabalhadora no Comércio e Serviços do RS. Mulheres trabalhadoras e homens de todas as regiões do Estado debatem os desafios das mulheres na atualidade.

Silvana Maria da Silva, diretora da Secretaria da Mulher da Fecosul, que promove o encontro, compõe a mesa de abertura e faz uma saudação a todas e todos os presentes.


Débora Melecchi, representando a UBM-RS (União Brasileira de Mulheres), também integra essa mesa e fala brevemente sobre a participação das mulheres nos espaços de debate e luta e convida as presentes a se filiarem à UBM.

Silvana Conti, vice-presidenta da CTB-RS, participa da abertura e destaca o fato de que os tempos de crise e a retirada de direitos promovida pelo governo Temer ataca a todos os trabalhadores, mas de forma mais severa as mulheres, que já vivem em condições mais difíceis na nossa sociedade.

Guiomar Vidor, presidente da Fecosul, encerra as falas de abertura, e destaca a importância das eleições. "É fundamental que possamos votar e apoiar candidaturas que representem os interesses dos trabalhadores", aponta.

Foram convidadas para palestras e fomentar os debates, Daniela Sandi, do DIEESE, e Abigail Pereira, da Frente Brasil Popular. Daniela Sandi, na sua fala, apresenta números e destaca a falta de creches como um fator decisivo para o não ingresso das mulheres no mercado de trabalho. Ainda, aponta o fato de que as mulheres ganham salários menores que os homens, no RS, em média, R$ 1300, e são as responsáveis pelos filhos.

"Hoje, uma creche de turno integral, em média, custa R$ 1200. A média salarial das mulheres é R$ 1300. Por isso, muitas acabam deixando de trabalhar para cuidar dos filhos, pois o salário que ganhariam não compensa", aponta Daniela.


Abigail Pereira, da Frente Brasil Popular, trata dos desafios das Mulheres na Atual Conjuntura Política do Brasil, destacando os impactos da reforma trabalhista na vida das trabalhadoras e dos trabalhadores.

"A Reforma Trabalhista foi plantada como uma reforma necessária para garantir segurança jurídica, gerar novos empregos e modernizar as relações de trabalho. A realidade, que já estamos vivenciando, é que ela veio para atacar os trabalhadores, os sindicatos e a justiça do trabalho e a sociedade como um todo. O capital ganhou com a reforma, os trabalhadores não", destaca Abigail.

Após as palestram, ocorreu debate. O grupo que participou do Encontro, ainda fez avaliação e discussão do Planejamento da Secretaria da Mulher da Fecosul, de 2016 a 2020, coordenada pela secretária da pasta, Silvana Maria da Silva.

No final do encontro, foi realizada a leitura, o debate e a aprovação da Carta das Trabalhadoras no Comércio e Serviços do RS. No encerramento teve um coquetel de confraternização.

Texto: Juliana Figueiró Ramiro | Assessoria de Comunicação Fecosul