Em entrevista a Rádio Gaúcha, na manhã desta segunda-feira (3), o ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, anunciou o fim do Ministério do Trabalho a partir do dia 1º de janeiro, quando assume o presidente Jair Bolsonaro.

Na entrevista, Onyx apontou que as atuais atividades da pasta serão realocadas entre os ministérios da justiça, da economia e da cidadania. Segundo ele, tanto as concessões de cartas sindicais quanto a fiscalização das condições de trabalho ficarão a cargo da equipe de Sergio Moro (Justiça). Sob o guarda-chuva de Paulo Guedes (Economia) e Osmar Terra (Cidadania) serão divididas as políticas de emprego, contemplando ações voltadas para o empregador e para empresários.

Em nome da CTB-RS, seu presidente Guiomar Vidor, repudia o fim do Ministério do Trabalho e destaca o impacto disso nas condições de vida e trabalho dos brasileiros e brasileiras sem a pasta. “A extinção do MT será a porta aberta para a descriminalização do trabalho análogo à escravidão e, também, para a não fiscalização e a desarticulação das medidas de prevenção contra acidentes de trabalho, citando apenas dois exemplos”, destaca Vidor.

O presidente estadual ainda destaca o retrocesso que o fim do Ministério representa na luta por um país mais democrático e justo, e, ainda, na luta pela proteção e ampliação dos direitos dos trabalhadores, que tem como objetivo central garantir dignidade a todos e melhores condições de vida e trabalho.

O presidente nacional da CTB, em nota, também condenou a extinção. “Embora esvaziado ao longo dos últimos 2 anos, o MTE desempenha importante papel na promoção do emprego e do desenvolvimento nacional bem como na progressiva humanização das relações sociais de produção, hoje submetidas a um brutal retrocesso", destacou o dirigente nacional.

A CTB ainda alerta para a ofensiva contra a classe trabalhadora, que promoverá esse governo de extrema direita que é representado por Jair Bolsonaro.