A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) assumiu, nesta terça-feira (20), a coordenação do Fórum Nacional das Centrais Sindicais em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. A nova coordenação será conduzida pela secretária de Saúde e Meio Ambiente no Trabalho da CTB, Elgiane Lago; Eduardo Martinho Rodrigues, especialista em engenharia de Segurança do Trabalho; e Tiago Maestro, secretário de Saúde e Meio Ambiente do Sindicato dos Metalúrgicos de Jaguariúna.

Com o objetivo de ampliar a interlocução do Fórum com as diferentes esferas da sociedade, a coordenação da entidade apresentou, em reunião com o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, proposta de ampla agenda para os meses de maio e abril, com a realização de uma reunião do coletivo seguida de um seminário.

"Nossa ideia é ampliar a interlocução com setores estratégicos para a nossa luta, tais como, o Congresso Nacional, Academia e as entidades sociais e sindicais que tratam do tema", afirmou Elgiane Lago, ao destacar que já está sendo construída agenda de ação do Fórum.

Para o presidente da CTB, Adilson Araújo, na atual etapa, "o Fórum cumpre importante papel no alerta do avanço da precarização do mundo do trabalho, fortemente impactados pela Terceirização irrestrita e a reforma trabalhista em vigor desde 11 de novembro de 2017".

28 de abril

Elgiane indicou que já está sendo construída a realização de um seminário para o dia 26 de abril para marcar a passagem do Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho.

O Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho foi instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. No Brasil, a Lei 11.121/2005 instituiu o mesmo dia como o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.

Avanço da precarização

De acordo com o relatório Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo: Tendências 2018, divulgado pela OIT, o desemprego mundial chega a 5,5%, em 2018, e diante dos avanço de reformas conservadoras os empregos precários tendem a crescer neste ano.

Entre empregos precários estão trabalho autônomo, de meio período ou sem vínculo formal. Em 2017, 42,5% dos trabalhadores no mundo estavam nessa condição, totalizando 1,39 bilhão de pessoas. Para 2018 e 2019, a expectativa é de que mais 35 milhões de trabalhadores passem a ocupar postos assim, totalizando em 2019, de acordo com as projeções da OIT, 1,42 bilhão de pessoas com vínculos precários de emprego.

Essa forma precária de trabalho é mais comum em países mais pobres. Nas nações em desenvolvimento, 75% dos empregos são vulneráveis. Já nos países chamados de emergentes, o índice é de 46%. Nos mercados mais ricos, essa taxa cai para 42%.

Extrema pobreza

A OIT destaca também em seu relatório a dificuldade em reduzir o número de trabalhadores em extrema pobreza – termo que designa quem recebe menos de US$ 1,90 por mês (equivalente a R$ 6,13). Em todo o mundo, 300 milhões de pessoas se encaixam nessa categoria, segundo o documento. A projeção para 2018, é de que esse número seja reduzido em 10 milhões, chegando a 290 milhões.

Se consideradas também as pessoas que se encaixam na chamada pobreza moderada – com renda de até US$ 3,10 por dia (equivalente a R$ 10) –, o contingente sobe para 700 milhões de trabalhadores.

Do total de trabalhadores em nações mais pobres, 40% estarão na faixa de extrema pobreza e 26,2% na moderada em 2018, segundo o relatório da OIT.

Fonte: Portal CTB - Com informações das agências