Vivemos dias de barbárie e violência, nos quais a crise profunda do capitalismo ocasiona um alto grau de desumanização, aumento do desemprego, do racismo, do machismo, da LGBTfobia e a retirada de direitos sociais - que foram conquistados com muita resistência e luta pela classe trabalhadora.

Hoje, o STF (Supremo Tribunal Federal) volta a julgar a necessidade de criminalizar ofensas ou agressões cometidas contra a população LBGT (lésbicas, bissexuais, gays, travestis e transgêneros). Não há consenso sobre a questão e projetos sobre o assunto se acumulam sem votação no Congresso. A vice-presidenta da CTB-RS, Silvana Conti, está em Brasília acompanhando a votação.

"Estando o projeto ultraliberal e conservador em curso, a cada ano sofremos com a banalização e sofisticação do requinte de crueldade nos assassinatos de mulheres e homens que morrem por não serem heterossexuais", afirma Silvana.

8.027 pessoas LGBTs foram assassinadas no Brasil entre 1963 e 2018 em razão de orientação sexual ou identidade de gênero. "Sabemos que não basta criminalizar a LGBTfobia. É necessário, desde a educação infantil e em todos os níveis e modalidades de ensino, trabalharmos com as relações de gênero, raça/etnia, livre orientação sexual e identidade de gênero", destaca.

Silvana ainda aponta a educação como caminho. "A educação é uma ferramenta muito importante para termos uma sociedade que respeite as diversidades, as especificidades e que cada um(a) tenha o direito de ser feliz.", sugere.

Texto: Assessoria Comunicação CTB-RS