Na tarde desta terça-feira (21), as centrais CTB e CGTB propuseram um painel dentro das atividades do Fórum das Resistências, na sede da FECOSUL. No evento, os trabalhadores debateram a conjuntura política do país, a MP-905 e seus impactos para classe trabalhadora. Os painelistas foram Nivaldo Santana, dirigente nacional da CTB e o Dr. Denis Einloft, vice-presidente região sul da ABRAT.
Nivaldo Santana falou sobre os desafios do movimento sindical para 2020. Em sua intervenção, destacou os números do mercado de trabalho, que apontam para a precarização e agravamento da situação do país. O dirigente fez um apanhado dos últimos atos do presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, que, de forma resumida, achatam os direitos dos trabalhadores, fazendo os mais pobres pagarem a conta.
 “As propostas do governo não enfrentam o problema do desemprego e ampliam o número de trabalhadores terceirizados, de aplicativos, por conta própria, intermitente, PJ (pessoa jurídica). Elas representam o avança da política de camuflagem do vínculo trabalhista e da individualização das relações de trabalho, mascarando a retirada de direitos, a precarização e a desregulamentação do trabalho no Brasil”, apontou Nivaldo.


O dirigente colocou como tarefa do movimento sindical a resistência. Greves, mobilizações, denúncias, ações que contribuam para o desgaste do governo, para mostrar sua verdadeira face. Nivaldo destaca que as vitórias são pequenas, mas existem, a exemplo do secretário da Cultura de Bolsonaro, Roberto Alvim.

“Neste ano, para ficar em um só exemplo, Bolsonaro não conseguiu sustentar o secretário da Cultura, Roberto Alvim, que produziu um vídeo de viés fascista, foi desmascarado e exonerado de suas funções”, apontou.

O segundo painelista do evento, Denis Einloft, vice-presidente região sul da ABRAT, tratou sobre os danos da MP-905. O advogado avançou para além da questão jurídica, destacando a necessária união das entidades sindicais e dos movimentos sociais para resistir e lutar contra o Estado Fascista que se revela.