A terça-feira (5/12) começou cedo para os dirigentes sindicais e líderes de movimentos sociais que, desde as 5h da manhã, já se concentravam no saguão de embarque do aeroporto Salgado Filho. O ato iniciou o Dia Nacional contra a Reforma da Previdência na capital gaúcha com a participação de diversas centrais sindicais, federações e sindicatos de trabalhadores, além de movimentos sociais. A manifestação que transcorreu de maneira pacífica durou cerca de duas horas e contou com falas das lideranças locais além de deputados federais que passavam pelo local para embarcar para Brasília.

Em seguida, o grupo seguiu para o entorno da rodoviária onde distribuiu panfletos e dialogou com a sociedade por mais de uma hora. O material entregue à sociedade aponta cinco mentiras apresentadas por Temer para convencer a população de que a reforma da previdência é o caminho certo a ser seguido. Um dos pontos que merece destaque: “Temer se aposentou aos 55 anos com 30 mil reais por mês. Eliseu Padilha aos 53 anos com 20 mil por mês. Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, recebe 250 mil mensais. Estão enlameados em denúncias de corrupção, ganham fortunas e querem acabar com a sua aposentadoria”.

“Vamos intensificar as denúncias sobre as mentiras que o governo está divulgando para aprovar a reforma da previdência gastando milhões de reais para tentar justificar um déficit, como foi comprovado na CPI assinada por senadores que compõe inclusive a base do governo. Um governo que quer fazer uma reforma para economizar 480 bilhões de reais em 20 anos, apenas na MP 795, garante isenções de mais de 980 bi na previdência através de isenções às grandes corporações de gás e petróleo”, alertou o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS), Guiomar Vidor.

A mobilização continuou com caminhada pela avenida Mauá até a agência do INSS, próxima ao Mercado Público de Porto Alegre, onde, em cima de caminhões de som, dirigentes e lideranças falaram sobre os principais prejuízos das reformas trabalhista e da previdência na vida dos brasileiros. Todas as mobilizações tiveram como propósito dizer NÃO a reforma da previdência, a reforma trabalhista e demais medidas promovidas pelo governo Temer. Sartori e Marchezan Jr também foram alvos do protesto.

“Não podemos admitir que depois de aprovada a PEC 55 [que congelou por 20 anos os investimentos em saúde, segurança e educação] e uma reforma trabalhista que precariza as relações de trabalho e tira a dignidade do trabalhador, seja imposta uma idade mínima de 65 anos e 40 anos de contribuição que inviabiliza totalmente qualquer perspectiva de um dia o trabalhador comum se aposentar. Vamos desmascarar essa propaganda milionária que mentirosamente fala em combater privilégios, quando na verdade os grandes privilegiados como deputados, senadores, militares, estão excluídos da mesma. A resposta será a continuidade das mobilizações”, afirmou Vidor.

Mobilizações semelhantes aconteceram no interior do RS e em outros Estados.

Caxias do Sul




Texto: Aline Vargas/CTB-RS
Fotos: Aline Vargas/CTB-RS, Juliana Ramiro/Fecosul, Assessoria Caxias do Sul