O governo Eduardo/Ranolfo ainda não concedeu o reajuste para o Salário Mínimo do RS neste ano de 2022, que já conta com 10 meses de atraso, pois a data-base é fevereiro. Porém, agora, anunciou proposta de reajuste de apenas 7,7% e, pasmem: para 2023! O que é isto? Algum tipo de esperteza? Um jeitinho do governo para sonegar o reajuste de 2022 e jogar o peso das perdas com a inflação sobre os ombros dos trabalhadores etrabalhadoras e suas famílias?

Que manobra desumana é essa?

Trata-se de um desrespeito com os mais de 1,5 milhão de trabalhadores e trabalhadoras do nosso estado que aguardam, desde fevereiro pelo reajuste que soma perdas de 15,58%, quando consideramos o que já havia ficado para trás em 2021.

A esperteza ou matreirice do governo Eduardo/Ranolfo, com tal proposta, rouba um ano de inflação que ainda não fora corrigida nos salários: de fevereiro de 2021 a fevereiro de 2022, que foi de 10,6%. Ao agir assim, o governo caminha para a extinção do Salário Mínimo gaúcho.

Ao sacrificar ainda mais os trabalhadores e as trabalhadoras que ganham o salário mínimo regional, o governo Eduardo/Ranolfo demonstra claramente sua opção em atender aos interesses dos setores patronais mais retrógrados do nosso estado.

A CTB e o Fórum das Centrais Sindicais não aceitarão mais esta injustiça imposta pelo governo, pois o nosso salário mínimo regional atinge justamente as categorias profissionais mais fragilizadas, como as domésticas, os moto-boys e os assalariados rurais dentre outras, as quais o estado mais uma vez lhe dá as costas.

Estamos mobilizados para buscar a retomada do diálogo, o mais rápido possível, com o presidente da Assembleia Legislativa e os lideres das bancadas para que seja construída uma saída diante dessa manobra estranha aunciada pelo executivo estadual.

Guiomar Vidor
Presidente CTB/RS