A primeira audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, para tratar da Convenção Coletiva da categoria metalúrgica, ocorreu na manhã desta segunda-feira, 13 de julho. O patronal continua condicionando o fechamento do acordo ao turno 6x2.

A situação foi considerada delicada pelo Desembargador Ricardo Carvalho Fraga. “Se fosse em São Paulo, tudo bem. Porém, nossa cultura valoriza o sábado e domingo de descanso”, avaliou.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Claudecir Monsani, ressaltou a rejeição da categoria em assembleia geral. “Nossa categoria compareceu em grande número na assembleia do dia 28 de julho. Tanto que tivemos que fazê-la na rua porque nosso auditório ficou pequeno. Os metalúrgicos e metalúrgicas de Caxias e Região não aceitam esse turno. Por isso a necessidade de mediação. O patronal precisa nos apresentar uma outra alternativa e não continuar impondo a manutenção das cláusulas e o reajuste em troca do turno”, afirmou o presidente.

“Nossa categoria hoje tem cerca de 35 mil trabalhadores. Já chegamos a ter mais de 60 mil sem a necessidade de abrir esse outro turno”, acrescentou Adão Jovani Dias, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos.

Como não houve avanço, uma nova audiência foi agendada para o dia 23 de agosto, às 17h.

Para Pedro Pita, advogado do Sindicato, a negociação é ainda mais complicada devido a reforma trabalhista. “É uma negociação atípica, a primeira com a vigência da reforma trabalhista.”

A audiência foi acompanhada pela procuradora do Ministério Público do Trabalho, Dra. Beatriz de Hollebem Junqueira Fialho.

Fonte: Sindicato