Pressionados por entidades patronais como FECOMÉRCIO, FARSUL e FIERGS, deputados da base do Governo Leite, reunidos nesta quinta-feira a noite, decidiram acabar com o Salário Mínimo Regional, negando o repasse da inflação de 4,5% e mantendo o mesmo congelado por um ano.

O Mínimo Regional atinge mais de 1,3 milhão de trabalhadores, como domésticos, rurais e dos serviços, exatamente os que menos ganham e mais precisam.

Reclamam que se derem aumento terão que demitir, o que não é verdade, uma vez que já fizeram a redução de seu quadro de funcionários e, para as empresas que se encontram em dificuldades, a legislação permite através da Lei 14.020, a possibilidade de redução de 25% a 75% dos salários.

O espantoso e absurdo, é que as mesmas entidades patronais que pressionam para acabar com o Mínimo Regional e para não conceder aumento, são as que representam aqueles que nos últimos 12 meses reajustaram em 20,64% a cesta básica consumida por esses trabalhadores que irão ter reajuste zero. A cesta básica passou de R$ 458,00 em setembro de 2019 para R$ 552,00 em setembro de 2020. Quem ganha o mínimo, gastaria 46% só para comprar a cesta básica, fora água, luz, transporte, vestuário e outros gastos.

TRABALHADOR, VOCÊ VAI PERMITIR QUE SEU DEPUTADO OU DEPUTADA ESTADUAL ACABE COM O SALÁRIO MÍNIMO?

Vamos denunciar esta barbaridade e pressionar os deputados para aprovarem o projeto de Lei nº 35, que estabelece o repasse da inflação ao Salário Mínimo Regional. Isso é o mínimo, o resto é vergonha.

Guiomar Vidor-Presidente da CTB

Abaixo, o contato dos deputados. Ligue e pressione.

DEPUTADOS_ESTADUAIS