Cenário de incerteza vem assombrando a Agricultura Familiar nos últimos tempos, tanto pela questão econômica, como também pela iminente perda de direitos na Reforma da Previdência Social. Estes fatores contribuem para a redução na ampliação das atividades e investimentos no meio rural.

Na última semana o governo federal lançou o Plano Safra 2017/2018 para a Agricultura Familiar, visto de primeiro momento como razoável, manteve a taxa de juros e o valor disponibilizado para o setor, mas a FETAG-RS esperava mais avanços. Contudo, na manhã desta quarta-feira (7/6), foi apresentado o Plano Safra 2017/2018 Agrícola e Pecuário para grandes produtores, em que o valor total foi acrescido em 2,4% e a taxa de juros reduzida em 1% no custeio e 2% nos investimentos em algumas linhas.

Neste sentido, a FETAG-RS reitera o desmonte por parte do governo para com a Agricultura Familiar, quando dissolve o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), responsável diretamente por estruturar o setor e ainda quando merecidamente amplia os investimentos e reduz juros para médios e grandes produtores está criando uma diferenciação gritante e desigual com a Agricultura Familiar.

A Federação acredita que é urgente e necessário um olhar diferenciado voltado à Agricultura Familiar, pois é a responsável por 70% dos alimentos que vão à mesa dos brasileiros, gerando emprego, renda e dignidade às pessoas do campo.

A direção da Fetag-RS