A FETAG realizará fortes manifestações contra a reforma da Previdência Social no Rio Grande do Sul e em Brasília, a partir do dia 18 de dezembro, semana em que a Câmara dos Deputados deverá iniciar a votação da Reforma da Previdência Social. Portanto, em decorrência da mudança de data da votação, as ações que ocorreriam no Estado foram adiadas para a semana seguinte. 

Conforme o presidente da FETAG, Carlos Joel da Silva, o governo, novamente, tenta enganar a sociedade com um discurso demagógico de que não vai alterar as regras da previdência rural. No entanto, a Emenda Aglutinativa Global à Proposta de Emenda Constitucional - PEC 287-A/2016 deixa claro que exigirá a contribuição previdenciária mensal dos agricultores e agricultoras familiares, com valor mínimo pré-fixado para cada membro da família, e a comprovação de 15 anos de contribuição. “Havia um acerto de que os rurais não seriam afetados com a reforma. Além disso, os trabalhadores assalariados e assalariadas rurais terão aumentada a sua idade para se aposentar, igualando com os urbanos (65 anos para homens, 62 anos para mulheres). Isto aumentará a dificuldade de comprovação do tempo de trabalho devido à descontinuidade dos contratos, a alta informalidade e a penosidade das atividades.Então, com base no aumento da expectativa de vida, a idade mínima para aposentadoria, inclusive dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, será elevada pelo governo por meio de lei ordinária”, enfatiza Joel.

Fonte: Fetag-RS