O governo gaúcho vai analisar o pedido de valorização do piso regional com reajuste estimado de 8,12% entregue pelo presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Guiomar Vidor. A entidade já realizou uma reunião com o secretário-chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos e o deputado estadual Elton Weber (PSB) para tratar do tema, na qual foi reivindicado que o projeto que definirá o novo valor do salário seja enviado no mês de fevereiro em regime de urgência.

Guiomar Vidor destaca, ainda, que nos próximos dias será solicitada agenda com o presidente da Assembleia, para entregar a pauta de reivindicação para ele.

Para o Jornal do Comércio, o secretário-chefe da Casa Civil disse que o governo do Estado tomará uma posição após análise do Departamento de Economia e Estatística (DEE). "A secretária Leany Lemos vai então providenciar a elaboração de uma nota técnica sobre esta solicitação, naturalmente, considerando todos os pactos socioeconômicos da realidade do Rio Grande do Sul", detalhou.
 
Vivian diz que o governo irá aguardar que a secretária apresente os estudos a respeito do assunto e o encaminhamento dessa nota técnica. Ele acrescentou que o governo também irá ouvir aqueles que são os empregadores, ou seja, o ente patronal, representado também pelas demais federações e só após isto o governador irá tomar uma decisão.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) lembrou da importância que tem o piso regional, uma vez que ele alcança mais de um milhão e meio de trabalhadores no Rio Grande do Sul. "O salário-mínimo regional atinge aqueles trabalhadores mais fragilizados, aqueles que não tem representação sindical, trabalhadores rurais, ou ainda aqueles que pertencem a entidades sindicais mais frágeis, ou de pequenas cidades. É um importante instrumento para distribuir a renda, principalmente para aquelas pessoas que não tem condições de estabelecer praticamente um processo de negociação coletiva", destacou.

Vidor explica que o reajuste pedido elevaria o salário-mínimo regional para R$ 1.337,64 - ele também argumenta que as empresas estão pagando hoje mais do que está sendo reivindicado como salário de contratação. Segundo Vidor, o salário de admissão é de R$ 1.466,00, mesmo nas pequenas empresas do Estado.

O Rio Grande do Sul é um dos cinco estados que adoraram o salário mínimo regional, ao lado de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.


Fonte: Jornal do Comércio com adicionais da assessoria da CTB-RS