A paralisação dos caminhoneiros acontece em diversos estados brasileiros. O principal motivo: o preço do combustível.

Pelo terceiro dia consecutivo, nesta quarta-feira (23), caminhoneiros protestam em rodovias federais e estaduais de todo o país contra o preço do combustível, que vem aumentando sucessivamente nos últimos meses. Além das paralisações, acontecem atos em frente as refinarias, impedindo a saída de caminhões-tanque.

A greve tem impacto na falta de combustível em algumas localidades, caso de alguns municípios do Rio de Janeiro e nas entregas agendadas dos Correios.

No Rio Grande do Sul acontecem manifestações nas principais cidades. Em Caxias do Sul, como relata o presidente do Sindicato dos Rodoviários local, Tacimer Kulmann da Silva, as manifestações são pacíficas e contam com o reforço de outras categorias, como os rodoviários e os trabalhadores rurais, que participam das atividades.

“A greve é pelo preço do combustível, mas também pelo preço dos alimentos, do custo de vida para os trabalhadores, que nos últimos tempos só perdem direitos”, destacou Kulmann.

A CTB-RS, destaca o presidente Guiomar Vidor, "apoia a luta dos trabalhares e por todo o país engrossa as fileiras da greve".

No dia de hoje, a Petrobras anunciou que o preço do diesel deve cair 1,54% nas refinarias. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas já acumula alta de cerca de 8% no ano. O valor está acima da inflação acumulada no ano, de 0,92%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Texto: Assessoria CTB-RS