A primeira assembleia geral do dissídio 2018 da categoria metalúrgica de Carlos Barbosa aprovou, no dia 28 de julho, a pauta de reivindicações e a taxa negocial para a manutenção do Sindicato.

Ficou definido que a direção do Sindicato irá reivindicar a manutenção de todas as cláusulas da atual convenção, bem como lutar por um reajuste que contemple a reposição da inflação do período, mais 3% de ganho real.

Também foram aprovados:

- piso salarial de R$ 1.665;
- 3% de triênio sobre o salário base do trabalhador;
- auxílio-creche para todas as crianças de até seis anos (atualmente, o benefício é garantido apenas para as mães e pais com guarda do filho)
- redução de jornada sem redução de salário;
- plano de saúde gratuito;
- vale-transporte gratuito;
- horas-extras de 100% a partir da primeira hora;
- para os trabalhadores que recebem como mensalista (salário equivalente a 30 dias trabalhados independentemente de quantos dias há no mês), será pleiteado que sejam pagos, no 13º, os cinco dias referentes aos cinco meses do ano que tem 31 dias;

Além destes pontos, a assembleia aprovou taxa negocial no valor de 6% do salário base do trabalhador, que será descontado em duas parcelas nas folhas dos meses de outubro e dezembro de 2018. Sócios do Sindicato em dia com suas contribuições estarão isentos desta taxa.

Hoje, parte significativa da categoria não contribui de nenhuma forma com a manutenção da entidade, e não é justo que apenas os sócios contribuam, uma vez que todos se beneficiam das conquistas obtidas pela luta sindical. Há decisões pelo Brasil segundo as quais quem não contribui, não tem direito aos benefícios da convenção. O Sindicato dos Metalúrgicos de Carlos Barbosa quer continuar defendendo todos, igualmente, por isso, considera importante a manutenção da entidade e seu fortalecimento, sendo a taxa negocial um recurso fundamental para isso.

O tema da reforma trabalhista também esteve em pauta durante a assembleia e trabalhadores demonstraram preocupação com a perda de direitos garantidos há anos. A convenção coletiva e o Sindicato, neste sentido, são fundamentais para proteger a categoria das novas medidas, que já vêm resultando no aumento do desemprego e da informalidade e na redução dos salários.

“O atual cenário de crise, desemprego e reforma trabalhista acende um sinal de alerta para os trabalhadores: hoje, mais do que nunca, é fundamental termos um Sindicato forte, com condições e estrutura para fazer a defesa dos direitos dos trabalhadores metalúrgicos de Carlos Barbosa. E isso depende da contribuição de todos, que também se beneficiarão das conquistas obtidas”, explica Todson Andrade, presidente do Sindicato.

Até o dia 11 de agosto, a pauta será entregue ao sindicato patronal, Simecs.

Fonte: Sindicato