Sindicatos pediram aumento de 8,12%, mas empresários defendem fim do mecanismo

Apresentado pelas centrais sindicais em janeiro, o reajuste do piso salarial regional será definido pelo governo do Estado até o final do mês. Representantes dos trabalhadores pediram aumento de 8,12%, enquanto empresários defendem o fim do mecanismo implantado há duas décadas.

Pela tabela proposta pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a primeira faixa do piso regional subiria dos atuais R$ 1.237,15 para R$ 1.337,64. O aumento reivindicado está 3,64 pontos percentuais acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2019, usado para como referência para reajustes salariais.

O mínimo regional se aplica às categorias sem sindicatos, como as empregadas domésticas, mas também incide sobre as negociações coletivas. De acordo com a CTB, mais de 1,3 milhão de trabalhadores são atingidos pelo mecanismo, mais turbinado do que o nacional.

— Representa ganho a mais em relação ao salário mínimo nacional, que sofreu desvalorização nos últimos anos, e condição melhorada para empregados no Estado — defende o presidente da CTB, Guiomar Vidor.

Pelo segundo ano consecutivo, entidades empresariais pediram o fim do piso regional. A Federação do Comércio do Estado (Fecomércio-RS), a Federação das Indústrias do Estado (Fiergs) e a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) encaminharam ofício a Leite na última sexta-feira (14). Além do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro mantêm o mecanismo.

— Esse percentual é um número cabalístico sem sentido. Qualquer índice dado serve só para complicar as negociações coletivas — critica o presidente da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio-RS), Luiz Carlos Bohn.

Fonte: ZH Digital