Houve poucos avanços na reunião de negociação entre o Sindicato dos Metalúrgicos de Carlos Barbosa e o setor patronal, ocorrida nessa segunda-feira (6/11). Os patrões se limitaram em apresentar uma proposta de índice de 2,5% (a inflação no período foi de 2,1%) e não se comprometeram em realizar o pagamento retroativo a data-base, que é no mês agosto.

"Se não valorizar agora, quando irá valorizar?"

Os patrões insistem em vincular a negociação econômica ao que fora definido em Caxias, ignorando, assim, que a indústria de Carlos Barbosa vive outra realidade, bem mais positiva. "A indústria de Carlos Barbosa tem tido um crescimento acima da média regional e nacional, é preciso valorizar o trabalho que gera estes bons resultados. Se não valorizar agora, quando vai bem, quando irá valorizar?", questiona o presidente do Sindicato, Todson Andrade.

Quanto às cláusulas sociais, há disposição para a manutenção das conquistas obtidas pelos metalúrgicos nos últimos anos, porém os patrões não têm demonstrado a mesma disposição para discutir cláusulas que protejam os metalúrgicos barbosenses dos malefícios da reforma trabalhista, que começa a vigorar no dia 11 de novembro.

Nova proposta deve sair até sexta

Diante da negativa do Sindicato quanto ao que fora apresentado, a patronal se comprometeu em apresentar uma nova proposta aos metalúrgicos barbosenses até sexta-feira, dia 10.

Segundo Todson, o Sindicato segue apostando no diálogo e no bom senso. "Os metalúrgicos de Carlos Barbosa merecem mais. Mais valorização salarial e mais segurança quanto aos seus direitos, hoje ameaçados pela reforma de Temer".

Participaram da reunião o presidente do Sindicato, Todson Andrade e os diretores Mauro Lodi e José Lima; os advogados Elton Sturn e Elton Gherard; Ricardo Franzoi, do Dieese e Odacir Conte, do Simecs.


Fonte: Assessoria de Imprensa dos Metalúrgicos de Carlos Barbosa