Guiomar Vidor, presidente da CTB, afirma que proposta de empresários em extinguir o mínimo regional é primitiva e superada.

Mais uma vez, as vésperas do anúncio dos novos valores do Mínimo Regional, dirigentes de federações patronais manifestam-se publicamente pela extinção dessa que é uma das mais importantes conquistas das trabalhadoras e dos trabalhadores gaúchos. O argumento falacioso é de que o Mínimo atrapalha a competitividade das empresas gaúchas e que inibe a criação de novas vagas de trabalho. Argumentam, ainda, que não é papel do Estado fixar pisos salariais, o que deveria ser responsabilidade exclusiva da negociação entre empregados e empregadores. Nesse aspecto a lei é clara, o Piso Regional se aplica somente aos empregados que não têm piso salarial definido em lei federal, convenção ou acordo de trabalho.
Segundo o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor: “A valorização do piso regional, ao contrário do que afirmam setores empresariais, significa um poderoso instrumento de democratização da renda, auxilia no desenvolvimento e na melhoria da qualidade de vida para 1,5 milhões de trabalhadores e trabalhadoras gaúchos.”

Ajuda, portanto, a dinamizar a economia e combater as desigualdades, interferindo diretamente para que os índices de desemprego de nosso Estado, estejam bem abaixo da média nacional, nos levando, entre 2002 a 2018, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (RAIS e Caged), de um estoque de trabalhadores formais no Rio Grande do Sul de 2.027.416 trabalhadores com carteira assinada em 2002 para 2.902.373 em 2018, totalizando um crescimento de 44,2%.

De acordo com Vidor: “Caberia a essas entidades patronais questionarem os verdadeiros problemas que atravancam o desenvolvimento econômico e social de nosso Estado, limitando seu poder de ação como instrumento alavancador do processo de desenvolvimento econômico, como a sonegação de impostos, a imunidade tributária e incentivos fiscais que são concedidos aos mais diversos setores da economia, sem que haja uma contrapartida ao Estado e à sociedade gaúcha”. Lembra o dirigente, que a lei Kandir, e a armadilha da dívida pública saqueiam bilhões de recursos indispensáveis ao investimento do estado em áreas estratégicas como saúde, segurança, educação e infraestrutura.

As Centrais Sindicais, reivindicam junto ao governo do Estado, um piso mínimo de R$1.337,64, levando em conta o reajuste do salário mínimo nacional de 4,709%, mais as perdas ocorridas no último período, de 3,26%, totalizando um reajuste de 8,12%.