No dia 5 de outubro, o Seminário 'A Reforma Trabalhista e Seus Impactos para os Trabalhadores' discutiu as alterações na CLT – Convenção das Leis Trabalhistas, aprovadas pela chamada reforma trabalhista em junho deste ano. O evento ocorreu no salão de festas do Siticalte – Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Calçado, no bairro Canabarro, em Teutônia e foi promovido pelo Sindicomerciários de Taquari e Região com apoio do Siticalte, STI de Estrela e Teutônia e da Escola Estadual de Ensino Médio Reynaldo Affonso Augustin.

A advogada trabalhista, Silvia Burmeister, fez a abertura do painel e falou sobre o número de processos na justiça federal, que segundo a jurista seria menor quando comparado a outras instâncias da justiça no país.

"A justiça comum, que julga as causas cíveis são responsáveis com por quase 80% das causas judiciais no país, já a Justiça Federal, que julga casos que envolvem a União, é responsável por cerca de 12% dos processos, já a justiça no trabalho é responsável por julgar apenas cerca de 5% das causas judiciais no Brasil, ou seja, a justiça do trabalho não é a culpada pelo litigio na justiça no Brasil, não é a culpada pelo volume processual da justiça brasileira", explicou.

A vice-presidenta para a região sul da União Brasileira de Estudantes Secundaristas, Isabela Luzardo também foi uma das painelistas no período da manhã e falou sobre a consequência das reformas para os estudantes presentes na plateia. “Nós jovens temos muito a perder. E ainda convivemos com a desigualdade entre homens e mulheres, que ganham menos para exercer a mesma atividade e agora[com a reforma trabalhista], as gravidas poderão trabalhar em lugares insalubres”, ressaltou.

No período da noite, a representante da União Brasileira de Mulheres (UBM), Abgail Pereira contou um pouco da história do movimento sindical brasileiro e sobre o atual momento do sindicalismo nacional. “O governo Vargas criou a CLT e deu forças aos sindicatos, já o governo Temer acabou com ela e esvaziou as entidades sindicais”, opinou.

Deputado Assis Melo foi um dos painelistas

O deputado federal Assis Melo (PCdoB-RS) esteve a noite no evento, para o parlamentar a reforma retira direitos e prejudica os trabalhadores e falou sobre o contrato de trabalho e a negociação individual, regulamentado pela reforma.

"O contrato de trabalho individual de trabalho, terá força de lei e o trabalhador acabará assinando [o contrato] por que precisa do emprego para sustentar seus filhos e depois de um ano o patrão vai chegar no empregado com outro documento para o trabalhador assinar dizendo que ele não deve nada ao seu funcionário. Neste momento ele terá duas opções, ou assina ou vai para a rua, não tem discussão", discursou. 


Fonte: Bruno de Azevedo Pereira - Assessor de Comunicação do Sindicato dos Empregados no Comercio de Taquari e Região