O presidente da FETAG, Carlos Joel da Silva, não se surpreendeu com a volta da importação de leite do Uruguai, pois sabia que ocorreria mais cedo ou mais tarde. No governo brasileiro, conta Joel, o único que defendia a ideia da continuidade da suspensão era o ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Os demais preferem manter o mercado aberto para a comercialização de outros produtos em detrimento dos produtores de leite do RS e do Brasil.

Para Joel, esse fato, na verdade, não modifica em nada o que o Movimento Sindical dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais (MSTTR) quer, ou seja, que o governo negocie a criação de cotas de importação de leite do Uruguai, a exemplo do que ocorre hoje com a Argentina, ou ainda que seja colocada em prática a sugestão do ministro Maggi: a retirada do leite do acordo do Mercosul. “Uma dessas alternativas precisam ocorrer e nós precisamos fortalecer isso. A FETAG está pedindo o apoio de deputados e senadores nestas questões para que se ganhe força e se consiga negociar com o Uruguai. O momento é agora para a criação de cotas. Então, vamos seguir pressionando e defendendo essa ideia”, justifica.

Ao mesmo tempo, o dirigente conta que, no último dia 7/11, recebeu a informação do secretário Caio Rocha que o ministério fará compras de leite junto às cooperativas da agricultura familiar no valor aproximado de R$ 17 milhões. Embora os recursos sejam insuficientes, Joel admite que ajudará um pouco para enxugar o mercado no Sul do Brasil. “Esperamos que as aquisições governamentais se concretizem o mais rápido possível. Inclusive a Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) abriu licitação para compras de leite”, completou.

Fonte: Fetag-RS