Guiomar Vidor: precisamos cerrar fileiras pela redução da jornada e pelo fim do fator previdenciário.

O Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/RS) e da Federação dos Comerciários do RS, Guiomar Vidor, criticou as propostas levadas pela CUT, via Sindicato dos Metalúrgicos do ABC  à Casa Civil da presidência da República, em que pedem a flexibilização das relações de trabalho. Vidor lembra que no passado este mesmo sindicato foi quem protagonizou o famigerado banco de horas, que resultou numa lei das mais prejudiciais aos trabalhadores brasileiros.


O presidente da CTB-RS ressalta que a região do ABC não pode servir de exemplo para o Brasil, uma vez que lá há uma concentração de grandes empresas e um trabalho que é altamente tecnológico.

“O Brasil é um país com dimensões continentais onde convivem relações de trabalho das mais diversas, que tem um patamar mínimo garantido pela CLT e pela CF/88, que devem ser preservadas”, diz.


Segundo Vidor, para que estes direitos sejam preservados, a negociação coletiva deve ser coordenada pelo sindicato da categoria. O presidente da CTB-RS ressalta que a atual legislação, prevê no Art.611 da CLT, a possibilidade de acordo entre sindicatos e empresas, desde que seja mais benéfico que a Lei.


“A proposta é inoportuna, pois abre um debate sobre a flexibilização dos direitos trabalhistas. Neste momento, o que precisamos e cerrar fileiras em torno de um projeto que tenha como centralidade a valorização do trabalho, como a redução da jornada e o fim do fator previdenciário, entre outros”, finaliza o presidente da CTB-RS.