Presidente da CTB-RS e da Fecosul, Guiomar Vidor, convoca sindicatos a participarem das lutas da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do RS.

Conforme deliberações do 9º Congresso da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do RS – Fecosul – estão entre as prioridades das suas lutas para o segundo semestre deste ano a aprovação de uma política permanente de reajuste do piso regional, nos mesmos moldes do salário mínimo nacional; a participação na mobilização nacional pelo fim do fator previdenciário; e a luta pela regulamentação da categoria comerciária.


Segundo o presidente da Fecosul, também presidente da Central dos Trabalhadores e trabalhadoras do Brasil (CTB-RS), Guiomar Vidor, o piso regional é fator importante para o desenvolvimento econômico do Estado, assim como para o aumento da renda e do poder aquisitivo do trabalhador. 


“As nossas lutas e conquistas no piso regional estão refletindo nas nossas negociações coletivas. Todas as categorias estão sendo beneficiadas por isso temos que tornar esta conquista em política de Estado e pressionar o governo e os deputados a aprovarem uma política permanente de valorização do salário regional”, defende Vidor. 


O presidente da Fecosul e CTB-RS também destaca o estudo do Dieese que divulgou esta semana que o piso regional está impulsionando as negociações coletivas de todos os setores gaúchos. Sendo que 98,6% dos acordos tiveram reajustes acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Deste grupo, 40,3% conseguiram aumento real (acima da inflação) de mais de 4%. 


A própria Fecosul, em negociação com a Fecomércio firmou acordo de 23,95%, no dia 8 de março, que contempla o piso da categoria para um período de 21 meses, numa inflação acumulada de 10,1%. Outro exemplo foi o Sindicomerciários de Lajeado e Região que firmou acordo, no início de abril para as categorias de mercados, fruteiras e afins, referente a data base de março,  com reajuste foi de 8% para os salários em geral, tendo ganho real de 2,5%, e aumento de 15,60% para os piso geral.


Diante desses dados a Fecosul reafirma a importância do Rio Grande do Sul estabelecer uma política permanente de reajuste do piso regional que leve em conta o crescimento da economia gaúcha. “A unidade e a participação dos sindicatos nesta luta é fundamental para alcançarmos a vitória”, completa Vidor.


Outra prioridade da Fecosul, logo após o recesso parlamentar no Congresso Nacional, é a intensificação da pressão para acabar com o fator previdenciário. Esta lei instituída em 1999 e teve como objetivo incentivar o trabalhador a retardar o pedido de aposentadoria. Mas o resultado é a perda de cerca de 40% dos salários do trabalhador ao se aposentar por tempo de contribuição.


“A pressão deve ser pela aprovação do projeto pelo fim do fator previdenciário”, afirma o presidente da Fecosul.


A outra questão a ser priorizada é pela regulamentação da categoria comerciária, que deverá definir piso nacional, horário de trabalho, e funções específicas da categoria. “A regulamentação será uma grande conquista para os trabalhadores do comércio por isso é dever dos sindicatos estarem engajados nesta luta que terá âmbito nacional”, observa Vidor.


Fonte: Assessoria Comunicação da Fecosul