Um dia antes das manifestações da 18ª edição do Grito da Terra Brasil, que acontece nesta quarta-feira (30/5), o presidente da Fetag, Elton Weber, juntamente com a delegação gaúcha, esteve no Ministério da Fazenda para entregar documento que pede o apoio do governo para enfrentar a grave situação dos agricultores familiares em 372 municípios, que decretaram situação de emergência em decorrência da estiagem.


A Fetag quer uma linha de crédito emergencial no valor de R$ 10 mil, com bônus de adimplência de 50%, voltado para manutenção familiar e investimentos em infraestrutura de irrigação e armazenamento de água; bônus de adimplência de 50% para pagamento do custeio pecuário, já que não possui amparo do Proagro ou Seguro Agrícola e a prorrogação do pagamento da parcela de R$ 500,00 do crédito emergencial, que também vence neste ano.


À tarde, a comitiva, reforçada pelo deputado Heitor Schuch, esteve na Câmara dos Deputados, junto à bancada gaúcha, e depois com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, e, ainda, no Senado. Antes de falar sobre a estiagem, Pepe fez questão de ressaltar o trabalho da Fetag e de seu presidente em relação ao avanço do Novo Código Florestal. Quanto à seca, o ministro diz que é favorável às reivindicações, mas acentuou que não depende apenas dele. Weber enfatizou que a seca continua assolando dezenas de municípios, comprometendo, inclusive, o abastecimento de água para consumo humano, bem como a implantação das culturas de inverno e pastagens.


Ao mesmo tempo, a CONAB aponta perdas de 31,2% no feijão, 13,1% no arroz, 39,8% no milho e 43,8% na soja, totalizando uma redução de 7,09 milhões de toneladas de grãos na safra 2011/2012 comparada à safra anterior. O dirigente disse que os dados não representam apenas a perda de bilhões de reais na economia gaúcha, mas, principalmente, compromete a renda dos agricultores. “Até agora não tivemos nenhuma sinalização concreta em relação a tais pleitos. O agricultor precisa de medidas que amenizem os prejuízos com a estiagem e garanta a manutenção no campo, produzindo alimentos e colaborando para a soberania alimentar da nação”, justifica.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa da Fetag