Vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS) e tesoureiro-geral da Fetag, Sérgio de Miranda.

A Fetag entende que para a agricultura familiar houve avanços no Plano Safra da Agricultura Familiar divulgado nesta quarta-feira (4/7) pelo governo federal. A começar pelo volume de recursos que serão R$ 18 bilhões para financiamentos de Custeio e Investimento e com os demais programas ultrapassa os R$ 22 bilhões. Na opinião de Sérgio de Miranda, tesoureiro-geral da Fetag e vice-presidente da CTB-RS, esse já é um ponto positivo do plano.


Além disso, várias políticas implementadas foram melhoradas como, por exemplo, o aumento dos recursos do Proagro Mais, que passa de R$ 3,5 mil para R$ 7 mil por agricultor. Essa, diz Miranda, é uma conquista que atende reivindicação da Contag apresentada no Grito da Terra Brasil em maio. 


Da mesma forma a alteração no enquadramento para a renda fora da atividade agropecuária, com até R$ 10 mil, não será computado, enquanto as demais poderão ser até 50% com renda fora do estabelecimento, o que fará com que muitas pessoas que estavam fora do Pronaf possam acessá-lo.


O aumento do limite de renda para enquadramento, que passa de R$ 110 mil para R$ 160 mil por ano, da mesma forma vai contemplar aquele público mais consolidado, uma vez que também não se enquadrava. E, ainda, o limite de financiamento de Custeio, que passa de R$ 50 mil para R$ 80 mil, é outro avanço bastante significativo.


Igualmente os valores do PGPAF – milho, trigo, leite, feijão, uva – tiveram aumento nos valores de referência. “Então, são algumas políticas que trazem avanços e que agora precisamos fazer com que cheguem na ponta e que não haja dificuldades com os agentes financeiros, que devem estar habilitados o mais rápido possível a implementar as novas medidas, pois o novo Plano Safra já começou e em agosto iniciam os custeios”, completa Miranda.


Fonte: Assessoria de Imprensa da Fetag