Governador Tarso Genro ao lado do presidente da Fetag, Elton Weber.

O presidente da Fetag, Elton Weber, ao avaliar o anúncio do governo à pauta estadual do Grito da Terra Brasil, no dia 3 de julho, no Palácio Piratini, afirmou que não houve frustração pela falta de respostas em duas secretarias vitais - Agricultura e Desenvolvimento Rural e Cooperativismo -, mas sim que ficou um vácuo de posicionamento. 


O governo decidiu divulgar as respostas - cerca de 30% da pauta – somente no dia 12 de julho, quando vai anunciar o Plano Safra Estadual. Mais de 100 lideranças, de todas as 23 regionais sindicais da Fetag, participaram do evento, que contou com as presenças do governador Tarso Genro e dos secretários Luiz Fernando Mainardi e Ivar Pavan.


O presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, prestigiou a atividade, ocasião em que afirmou que a pauta da CTB para os rurais é a da Fetag e dos STR's. Já o tesoureiro-geral da Fetag e secretário nacional de Política Agrícola e Agrária da CTB, Sérgio de Miranda, reforça que a Federação continuará mobilizada no sentido de buscar as respostas das demandas até então não-atendidas pelo governo gaúcho.


Weber disse que as respostas apresentadas, inclusive por escrito, atendem efetivamente 30% dos encaminhamentos, outros 30% ainda vêm sendo tratados e os demais ficaram sem resposta. “O governador falou na abertura que ainda há uma etapa de negociações, além disso aguardamos que a parte sem resposta venha com os anúncios do Plano Safra. Foram atendidos os pleitos da estiagem, o Programa de Recuperação com a aplicação de calcário, a genética, o desconto em passagens para aposentados, cujo encaminhamento pelo Executivo ficou para outubro, e temos alguns pontos que não foram avaliados em definitivo, que vamos continuar com a pauta em discussão”, reitera.


Dirigentes da Fetag juntamente com o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, estiveram presentes em ato no Palácio Piratini.


O meio ambiente, ressalta Weber, foi um ponto forte sem resposta e precisamos dar encaminhamento, até por que o licenciamento e as novas regras propostas pela medida provisória precisam andamento. “O meio ambiente, no que diz respeito a licenciamento, tem dado muita dor de cabeça ao produtor. Embora haja programas aqui no Estado a princípio licenciados, existem inúmeras questões que necessitam de ajustes, inclusive com adequação nacional sobre o tema”, justifica.


O dirigente adianta que a Fetag e o conjunto do movimento sindical vão continuar o debate do que ficou sem resposta. As regionais já receberam o documento para avaliarem com seus sindicatos. “Com certeza vamos acompanhar o que será anunciado daqui para frente. E para 2013 reavaliaremos o formato do Grito, porém é certo que haverá pauta e uma discussão o Estado. Então, avançamos em uma parte e outra está por vir”, completa Weber.