Milhares de trabalhadores rurais participaram do 18° Grito da Terra.

Aconteceu na manhã desta quarta-feira (30/5) a abertura do 18º Grito da Terra Brasil (GTB), manifestação organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), que reuniu milhares de trabalhadores e trabalhadoras rurais de todo o país, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. 


A CTB esteve presente ao GTB, representada por seu secretário de Política Sindical e Relações Institucionais, Joílson Cardoso. Diversos parlamentares também prestigiaram o evento e apoiaram a pauta de reivindicações da categoria trabalhadora rural.


O presidente da Contag, Alberto Broch, iniciou as falas e reafirmou a importância do GTB na história de lutas do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR). "A maioria das políticas públicas para o campo, do governo Lula para cá, são fruto das negociações do Grito da Terra Brasil". 


O dirigente aproveitou para informar que a pauta deste ano inseriu a problemática da seca do Nordeste e do Sul, além das enchentes no Norte, que trouxeram enormes prejuízos para os agricultores e agricultoras familiares brasileiros. "Nós queremos neste GTB negociar e conquistar políticas concretas, mas também queremos dialogar com a sociedade, que deve valorizar quem produz os alimentos que chegam à nossa mesa", destaca para a agência Contag. 


Cardoso, por sua vez, reafirmou o pleno e total apoio da CTB em relação à pauta de reivindicações defendida pela Contag. Destacou também os eixos centrais que a CTB defende e que estão na pauta do GTB, como sendo fundamentais para a melhoria e desenvolvimento que os trabalhadores e trabalhadoras do campo precisam. "A CTB defende o financiamento da agricultura familiar, a agricultura voltada para as famílias brasileiras. Esses trabalhadores são responsáveis por abastecer 80% das mesas dos brasileiros, sendo assim é justo que a presidenta Dilma atenda essa reivindicação", afirmou o dirigente.


Visando a manutenção e desenvolvimento da agricultura familiar, a CTB e a Contag defendem também uma série de questões relacionadas com as melhorias da educação no campo, que incluem uma reestruturação na área educacional camponesa, com o aumento de escolas, qualificação de professores, distribuição de material escolar além das questões agrícolas inseridas na grade curricular. "É importante aumentar o nível de escolaridade com qualidade na zona rural, isso ajuda na permanência dos jovens no campo. E a implantação de escolas técnicas que visem à agricultura familiar, também é central para o desenvolvimento da agricultura brasileira", defendeu Joílson Cardoso. 


Durante a marcha, os trabalhadores e trabalhadoras aproveitaram para comemorar a aprovação do PEC do trabalho escravo. "É inadmissível que o Brasil ainda tenha trabalho escravo, hoje podemos comemorar que já é crime citado no artigo 149 do código penal, mas é preciso punir o dono de terra em que tenha trabalho escravo. E digo mais: é preciso desapropriar as terras e bens que tenham sido construídos à base de trabalho escravo", declarou o dirigente da CTB.


Para finalizar, o secretário da CTB ainda defendeu o sistema organizacional sindical brasileiro. "Nós entendemos que o sindicato deve ser dos trabalhadores e trabalhadoras, e que a unicidade sindical é fundamental", destacou.